Polícia Civil afirma que houve quebra de contrato por parte da UFPR em suspensão do concurso público – Jornal de Colombo

Polícia Civil afirma que houve quebra de contrato por parte da UFPR em suspensão do concurso público

Polícia Civil afirma que houve quebra de contrato por parte da UFPR em suspensão do concurso público

Na madrugada do último domingo, 21, o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (NC-UFPR) suspendeu a realização do concurso da Polícia Civil, horas antes do início da aplicação das provas. A decisão, que acabou culminando na demissão do chefe do NC, Altair Pivovar, foi tomada a partir de um entendimento de que houve

Na madrugada do último domingo, 21, o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (NC-UFPR) suspendeu a realização do concurso da Polícia Civil, horas antes do início da aplicação das provas. A decisão, que acabou culminando na demissão do chefe do NC, Altair Pivovar, foi tomada a partir de um entendimento de que houve “problemas de logística inesperados e insuperáveis no que toca a alguns itens de segurança imprescindíveis”.

A reação foi imediata: o Governo do Estado do Paraná, por meio da Polícia Civil, informou que irá abrir processo administrativo contra o Núcleo. Mais tarde, ainda no domingo, o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Silvio Jacob Rockembach, concedeu entrevista coletiva destacando que houve quebra de contrato por parte da UFPR. “Ficamos sabendo da suspensão junto com toda a sociedade, a partir do comunicado publicado pela UFPR. Mantivemos contato constante, desde novembro, e a resposta sempre era de que tudo corria dentro do planejado para a realização do concurso. Ainda ontem à tarde estive pessoalmente com os responsáveis do Núcleo de Concursos e não houve qualquer comunicado sobre eventuais problemas para realização das provas”, disse. O dirigente também garantiu que o concurso será realizado em nova data, ainda que seja preciso contratar outra banca. “Temos a necessidade de contratação de pessoal para a Polícia Civil e esse concurso será realizado assim que possível”, completou.

O delegado-geral da PCPR criticou veementemente a suspensão. “Se havia falhas, deveriam ter relatado a situação, de forma transparente, ainda que o concurso precisasse ser adiado. Porém, isso teria de ser feito com a antecedência necessária para que os candidatos fossem avisados e não fossem prejudicados”, disse Rockembach. “Tínhamos a garantia, inclusive por escrito, que o NC-UFPR estava totalmente preparado e em condições de preparar as provas. Agora estamos apurando quais foram as falhas alegadas por eles”, complementou.

Segundo o Controlador-Geral do Estado, Raul Siqueira, cláusulas do contrato foram quebradas pelo Núcleo de Concursos da UFPR, e o Estado buscará reparação. “Solicitamos à PCPR todas as informações para que, em conjunto com a instituição, a CGE possa adotar todas as medidas cabíveis de responsabilização por este ato desleal e desrespeitoso com todos os candidatos que prestariam essa prova”, disse.

“A pedido do governador, a CGE já destacou seus especialistas em procedimentos e contratos administrativos, bem como atos correcionais da Corregedoria-Geral do Estado do Paraná para que todo o processo seja apurado, dentro do processo legal, e responsabilizados todos os atores responsáveis por esta tomada de decisão desproporcional”, reforçou Raul Siqueira.

O governador Ratinho Junior também se manifestou em suas redes sociais afirmando que essa é uma situação inaceitável. “Concursandos de todo o país se deslocaram para Curitiba e região para realizar o concurso. Não compactuamos com esse desrespeito”, publicou.

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