Os advogados e os Cartórios - Jornal de Colombo

Os advogados e os Cartórios

Na semana em que se comemora o dia dos advogados (que foi dia 11 de agosto), aproveito não apenas para ressaltar a importância da profissão, como também relembrar que a exerci durante alguns anos, do que muito me orgulho e que me trouxe relevante aprendizado; uma verdadeira experiência.  Hoje, estando à frente do Cartório Roça

Na semana em que se comemora o dia dos advogados (que foi dia 11 de agosto), aproveito não apenas para ressaltar a importância da profissão, como também relembrar que a exerci durante alguns anos, do que muito me orgulho e que me trouxe relevante aprendizado; uma verdadeira experiência. 
Hoje, estando à frente do Cartório Roça Grande, não posso – por impedimento legal – exercer diretamente a advocacia (assim como se passa com juízes e promotores. Ao optar por essas carreiras, eles devem deixar a OAB). De todo modo, é constante o contato com advogados, sejam eles como clientes do Cartório, ou ainda na qualidade de assistente dos clientes, ou seja, os apoiando em atos extrajudiciais. 

Isso porque, diversos atos notariais somente são lavrados com a assistência de advogados, obrigatoriamente por conta da legislação brasileira, que houve por bem justamente prestigiar a atuação desses profissionais. Um papel muito importante. 

Os principais atos que devem contar com advogados nos Cartórios de Notas são: dissolução de união estável, separação, divórcio, inventários, partilhas. Isso não significa, é bom deixar claro, que somente os advogados podem encaminhar esses atos aos Cartórios. Sempre que os clientes quiserem, podem obter informações, esclarecimentos e orientações acerca dos atos notariais diretamente ao Cartório. Ou mesmo em conjunto com os advogados, o que tem se mostrado na prática do dia-a-dia bastante proveitoso. 

Como é de se imaginar, essa atuação dos clientes e dos advogados junto aos Cartórios – além de deixar muito mais prática a solução dos casos, e geralmente bem menos custosa – também desafoga o Poder Judiciário. Simples: o que antes deveria ser realizado por meio de ações judiciais, desde 2007 pode ser realizado diretamente no Cartório. Tem-se aí a desburocratização e desjudicialização dos procedimentos. Um ganho à toda sociedade. 
Para se ter noção, mais de 2 milhões de atos de separações, divórcios, inventários e partilhas já foram realizados nos Cartórios do Brasil, impactando positivamente mais de 8 milhões de pessoas. De acordo com o levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas, isso gerou uma economia de pelo menos R$ 5 bilhões de reais para os cofres públicos. 

Com essas breves palavras, fica aqui meu reconhecimento e respeito aos advogados que sempre buscam as melhores soluções jurídicas aos seus clientes.

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