Casamentos em meio à pandemia – Jornal de Colombo

Casamentos em meio à pandemia

Casamentos. Mesmo em meio à pandemia? Celebrações. Mais contidas, mas marcando as datas. O casamento é um ato importante da vida civil, que exige uma solenidade conduzida pelo juiz ou juíza de paz, registra o início da união civil do casal, determina o regime de bens (o que implica em saber como se dará a

Casamentos. Mesmo em meio à pandemia? Celebrações. Mais contidas, mas marcando as datas. O casamento é um ato importante da vida civil, que exige uma solenidade conduzida pelo juiz ou juíza de paz, registra o início da união civil do casal, determina o regime de bens (o que implica em saber como se dará a administração dos bens, a divisão se for o caso, e também eventual herança de um cônjuge com relação ao outro, em suma), bem como indica se há ou não acréscimo de sobrenome dos nubentes. 

Ao longo do ano, foram realizados casamentos em dias da semana e em quase todos os sábados, no Cartório Roça Grande, e certamente também em grande parte dos Cartórios que possuem essa atribuição de Registro Civil, no Brasil.

Claro que a segurança jurídica do ato – oficializar o casamento! – foi alcançada sem aglomerações, e com todos os cuidados que a situação sanitária exige. 

Restringimos o número de convidados, espaçamos os horários entre uma celebração e outra, distribuímos álcool-gel, controlamos o uso de máscaras. Para se ter uma noção, num local em que era possível acomodar até 50 pessoas (e já tivemos casamentos civis, realizado no Cartório Roça Grande com esse número de convidados!), foram apenas 4 (apenas os noivos e testemunhas) nos momentos mais críticos, e no máximo 8 quando se pareceu permitir. 

Até mesmo o grande casamento coletivo do estado do Paraná foi realizado recentemente. Em meio à pandemia também? Sim! A solução foi o mundo virtual, nesse caso. 

Simplesmente deixar de casar não era uma opção. Além de uma festa, o casamento – como dito – revela uma segurança familiar, patrimonial, e claro jurídica do casal e, consequentemente, dos familiares. Segurança jurídica é essencial e não pode parar. 

Registro – aqui, informalmente falando! – como foi bom, apesar dos desafios, poder garantir a segurança jurídica ao longo dos meses. Esse é, afinal, o principal papel dos Cartórios. E se for necessário adaptar, reinventar, inovar, que assim seja feito. 

Por fim, aproveito para agradecer os leitores dessa coluna, que tanto me incentivaram ao longo de 2020. Boa festas e um excelente 2021!

Maria Fernanda Meyer Dalmaz
Tabeliã de Notas e Registradora Civil do Cartório Roça Grande

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