Crianças sem frequentar a escola ou crianças sem saúde? – Jornal de Colombo

Crianças sem frequentar a escola ou crianças sem saúde?

De acordo com o “Estatuto da Criança e Adolescente” no Art. 7º, a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Já no Art.  53, a criança e o adolescente

De acordo com o “Estatuto da Criança e Adolescente” no Art. 7º, a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Já no Art.  53, a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.

A sociedade vive há oito meses de momentos preocupantes em relação à educação e a saúde das crianças. Parece ser muito tempo. Há quem pense que o sistema educacional já deveria ter retomado suas atividades normais, que as escolas já deveriam estar funcionando normalmente. Por outro lado há aqueles que entendem que não somente este ano, mas o próximo também deverá ser em trabalho remoto e com atividades não presenciais. O certo é que a pergunta continua sem resposta. Quem pode definitivamente decidir sobre isso, uma vez que não se tem ideia de como será a próxima semana em relação a doença do momento? Quais são as garantias que se terá para retornar as atividades presenciais, colocando os grupos de crianças nos mesmos espaços? Que medidas deverão ser tomadas que garantam a segurança do estudante e dos profissionais.?

O certo é que a exaustão está dominando pais, responsáveis e profissionais da educação devido a sobrecarga de trabalho em realizar as atividades escolares em suas casas. A instabilidade tem gerado ansiedade nos agentes envolvidos no processo. As incertezas não permitem que atitudes sejam tomadas de maneira eficaz. Mudanças diárias acontecem, o que se decide agora, se altera em poucas horas. Se a decisão for pelo retorno das aulas coloca-se em riscos a saúde da criança. Se pensar pela proteção à saúde da criança, coloca-se  em jogo a aprendizagem da criança. O que se deve dar mais atenção: a saúde ou aprendizagem?

Essa é uma decisão difícil para todos. Cabe o bom senso e a aceitação de que o controle ainda não está nas mãos de humanos. Somos seres sujeitos a compreender aquilo que está proposto e que não podemos alterar nada, nem acrescentar dias na existência humana. Uma criança saudável em pouco tempo é capaz de superar o tempo “perdido” da sala de aula. Uma criança com grandes aprendizagens nem sempre vence uma doença fatal.

O lema para o momento é: PROTEÇÃO À  VIDA.

Márcia Regina Schena dos Santos é Pedagoga e Professora de Língua Portuguesa, Pós graduada em Psicopedagogia, Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Docência no Ensino Superior. Atualmente é diretora do CMEI Espaço da Criança.

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