As férias escolares chegaram. O que fazer se a pandemia não acabou? - Jornal de Colombo

As férias escolares chegaram. O que fazer se a pandemia não acabou?

A mudança radical no estilo de vida trouxe consigo o medo. O medo de adquirir o vírus, de adoecer e mesmo de morrer. As dificuldades começaram a aparecer de acordo com a necessidade do isolamento social, o distanciamento e a falta de contato físico. E o que tudo isso gera na criança? A primeira reação

A mudança radical no estilo de vida trouxe consigo o medo. O medo de adquirir o vírus, de adoecer e mesmo de morrer. As dificuldades começaram a aparecer de acordo com a necessidade do isolamento social, o distanciamento e a falta de contato físico.

E o que tudo isso gera na criança? A primeira reação é o estresse que pode causar descontrole comportamental: birras, crises de choro, manha, briga, irritabilidade, mudança no apetite, no sono, até mesmo na aprendizagem.

Quando uma criança não dorme entre oito a dez horas de sono, consequentemente terá alteração no humor tornando-se birrenta e agitada afetando sua área de concentração, e consequentemente a aprendizagem. Se não consegue prestar atenção aos comandos recebidos terá dificuldade de assimilar o que lhe foi transmitido e ensinado.

Neste momento de ansiedade a relação com os alimentos passa a se fortalecer. Algumas crianças lançam as angústias na comida. O que pode ser para mais ou para menos. Os que aumentam a quantidade do consumo de alimentos terão como consequência o ganho de peso, principalmente porque a criança vai buscar refúgios nos doces podendo desenvolver doenças pelo excesso de açúcar. Aqueles que reduzem drasticamente o consumo de alimentos tendem a ter a saúde debilitada pela falta de nutrientes no organismo. Ambos precisam da atenção dos pais ou responsáveis e de acompanhamento médico.

Quanto à mudança radical no comportamento da criança, apresentando crises de gritaria, raiva excessiva, violência física, irritabilidade constante, também exige cuidado. Caso a família não se sinta preparada para reorganizar as atividades da criança deve procurar a ajuda de profissionais: psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, terapeutas, pediatras e outros. Deve estar muito atento com tristeza profunda e isolamento total. Alguns manifestam pensamentos suicidas, o que é muito grave.

Com o período de férias das atividades remotas e com a tendência de que este sistema de ensino perdure por mais um período que antecede a vacinação, cabe aos familiares organizar momentos de relaxamento. Tornar as férias verdadeiras. A promoção de brincadeiras ao ar livre como corrida, pular corda, chutar bola, rolar na chão, banho de mangueira, de balde de bacia, piscinas, guerra dos travesseiros, amarelinha, esconde–esconde, banho de lama, enfim atividades que promovam a eliminação do stress que está acumulado. Essas atividades são preventivas. Vale lembrar que a pandemia não acabou e que todos os cuidados de prevenção são extremamente necessários para preservar vidas. Que tenhamos um feliz ano novo na esperança de que tudo passará. Vamos vencer! Vamos prosseguir! Viver vale a pena! Que a frase abaixo possa fazer sentido no momento atual. 

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade” – Carlos Drummond de Andrade

Márcia Regina Schena dos Santos é Pedagoga e Professora de Língua Portuguesa, Pós graduada em Psicopedagogia, Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Docência no Ensino Superior. Atualmente é diretora do CMEI Espaço da Criança.

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