A escola que queremos - Jornal de Colombo

A escola que queremos

Questionar a escola que queremos faz parte do cotidiano de muitas pessoas: diretores, professores, pedagogos, coordenadores pedagógicos, pais, responsáveis e envolvidos de alguma forma na educação. No quadro atual a escola está voltada a entender os problemas dos alunos e não ao seu progresso escolar diante das atividades. Desde que a escola é considerada uma

Questionar a escola que queremos faz parte do cotidiano de muitas pessoas: diretores, professores, pedagogos, coordenadores pedagógicos, pais, responsáveis e envolvidos de alguma forma na educação. No quadro atual a escola está voltada a entender os problemas dos alunos e não ao seu progresso escolar diante das atividades. Desde que a escola é considerada uma instituição social e na sua função inclui a interação social, vem se buscando justificar os fracassos escolares causados pelos conflitos sociais. Por isso, é emergente o resgate da função da escola. Ela tem que ser lugar de aprendizagem intensiva somada à capacidade de pensar eficazmente, de conhecimento, de formação… deixar termos frágeis e voltar-se na questão acadêmica. Priorizar o verdadeiro papel da escola! Mudar o pensamento de que é espaço para crianças passarem o dia sobre a mediação de um professor enquanto os pais trabalham.  

Aliás, o professor também tem que deixar de ser somente o mediador, ele não se preparou somente para estar no meio e sim para ensinar. O aluno deve ser o centro da aprendizagem e não o centro da atenção. A criança deve ir à escola para ler, escrever, fazer cálculos matemáticos, aprender ciências, geografia, história e por aí vai. E para isso os professores devem ter uma boa preparação e trabalhar intensamente com as crianças garantindo assim um ensino de qualidade. 

Ensinar não é insistir na teoria de simplificar e tornar o ensino divertido para agradar os alunos. Ensinar é chegar na versão mais exata, menos fragmentada, não desconexa e com forte embasamento teórico. Ensinar é muito sério! Ser professor é árduo! Que a escola seja o maior referencial de aprendizado na vida da criança, que o professor seja sim o “mestre”, valorizado e respeitado. Que o ensino seja a meta principal, que o boletim escolar seja o resultado da aprendizagem não um relatório de justificativas de fracasso. Que a família seja responsável pela educação como base para a vida. Que a política educacional seja resgatada e que a Política de Assistência Social seja fortalecida para atender as demandas sociais. 

O sucesso só vem se as metas forem claras e bem definidas. Quando as metas são distribuídas a quem de fato possa executar, o resultado é aparente. 

Márcia Regina Schena dos Santos é Pedagoga e Professora de Língua Portuguesa, Pós graduada em Psicopedagogia, Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Docência no Ensino Superior. Atualmente é diretora do CMEI Espaço da Criança. 

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