Representatividade feminina: mulheres são 33% dos candidatos a vereador em Colombo - Jornal de Colombo

Representatividade feminina: mulheres são 33% dos candidatos a vereador em Colombo

Representatividade feminina: mulheres são 33% dos candidatos a vereador em Colombo

A representatividade da mulher na política é um tema que cada vez mais ganha cada vez mais relevância na sociedade. Para dar ainda mais vez e voz a esse recorte importante, que representa 51,8% da população brasileira, regras eleitorais que buscam aumentar a quantidade de mulheres candidatas e eleitas em eleições proporcionais foram definidas desde

A representatividade da mulher na política é um tema que cada vez mais ganha cada vez mais relevância na sociedade. Para dar ainda mais vez e voz a esse recorte importante, que representa 51,8% da população brasileira, regras eleitorais que buscam aumentar a quantidade de mulheres candidatas e eleitas em eleições proporcionais foram definidas desde a década de 90. Neste ano de 2020, passou a valer a regra de que os partidos devem ter ao menos 30% de candidatas na chapa eleitoral.

Em Colombo, de acordo com o sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral, há um total de 121 candidatas a vereadora. Isso representa apenas 33% do total de 368 candidatos registrados. O índice de 33% é exatamente o mesmo de todo o país, tendo aumentado apenas 1% em relação às eleições de 2016 e apenas 2% se comparado com as eleições de 2012. Avaliando as candidaturas ao Executivo, o número de mulheres também é baixo. Segundo levantamento do site G1, a cada dez candidatos a prefeito, apenas um é mulher. No total, as mulheres representam apenas 13% dos aspirantes ao cargo de prefeito nos municípios brasileiros. 

Entre as mulheres que decidiram entrar na política está a baiana Raquel dos Santos Silva Leite, de 52 anos. Mais conhecida como Raquel Nota 10, a moradora do bairro São Gabriel fez seu nome trabalhando em uma conhecida rede de supermercados da região. Assim como muitas pessoas, Raquel era alheia à política, mas percebeu que é através dos poderes constituídos que a situação de muitas pessoas pode, enfim, ser modificada para melhor. “Eu decidi entrar na política trabalhando no mercado. Ali eu vi a situação financeira de cada um dos clientes. E eu, por ser baiana, bastante comunicativa, as pessoas foram se apegando em mim com muito carinho. E eu nunca havia pensado em ser candidata, porque nunca gostei de política. Quando passava horário político, eu já mudava de canal. Mas as pessoas em Colombo me acolheram com tanto carinho. Por que não entrar na política? Me convidaram para ser candidata e eu pensei nas pessoas que estão sem ninguém por elas”, disse Raquel.

Para a candidata estreante, ter mais mulheres envolvidas na política seria benéfico para toda a sociedade. “Nós, mulheres, somos donas de casa, mães. Fazemos tudo ao mesmo tempo. E é preciso fazer isso na Câmara Municipal. É preciso mulheres determinadas, guerreiras, empoderadas, que possam fazer a diferença. Por isso que a política está na mesmice, porque tem poucas mulheres. Se tivessem mais, talvez tivéssemos algo melhor. O município precisa de mais mulheres no poder”, decreta.  

Entre as principais bandeiras que Raquel Nota 10 pretende levantar caso seja eleita, estão a moradia e a alimentação. “Meu objetivo será lutar pela moradia e alimentação para as pessoas. Tem muita gente que mora na sua casinha, mas não está com seu terreno legalizado. Se Deus me ajudar e eu conseguir chegar lá, vou ajudar essas pessoas. Elas terão alguém que lute por eles”, afirma.

Representatividade negra

Além de ser mulher, Raquel Nota 10 também representa um outro importante recorte da comunidade brasileira: os negros. Porém, nesta segmentação, há uma representatividade nunca vista antes. Pela primeira vez no país, desde as eleições de 2014, quando o TSE passou a coletar dados de raça, brancos não fazem parte da maioria de candidatos. Em 2020, 49,9% dos candidatos são negros.

Para Raquel, a política deve ser inclusiva. “Estou entrando na política para poder ajudar o próximo, principalmente essas pessoas mais vulneráveis, idosos, crianças. Precisamos tratar o ser humano de igual para igual, não apenas nessa época de eleições. Para mim, não há diferença de cor, de raça, de ser rico ou pobre. E é isso que quero mudar”, encerra. 

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