Projeto Nova Terra promove Pão Solidário no Atuba - Jornal de Colombo

Projeto Nova Terra promove Pão Solidário no Atuba

Projeto Nova Terra promove Pão Solidário no Atuba

A organização colombense Projeto Nova Terra, liderada por Adriano Roberto Ribas e Andreia Aparecida de Souza Ribas, atendia cerca de 150 crianças e adolescentes dos 4 aos 17 anos, com a realização de diversas oficinas e atividades no período de contraturno escolar antes do período da pandemia. Com as restrições de aglomeração, os trabalhos tiveram

A organização colombense Projeto Nova Terra, liderada por Adriano Roberto Ribas e Andreia Aparecida de Souza Ribas, atendia cerca de 150 crianças e adolescentes dos 4 aos 17 anos, com a realização de diversas oficinas e atividades no período de contraturno escolar antes do período da pandemia. Com as restrições de aglomeração, os trabalhos tiveram de ser interrompidos, temporariamente. Mas o desejo de contribuir seguiu, e a instituição buscou uma alternativa: o Pão Solidário, em que os voluntários produzem e doam pães a 180 famílias. “Por causa da pandemia, a gente acabou se reinventando. Como temos o maquinário, que utilizamos no ano letivo para fazer o lanche das crianças, nós decidimos fazer o pão caseiro e a cueca virada. Duas vezes por semana, atendemos as famílias cadastradas no projeto fazendo a doação de um pão e doze cuecas-viradas”, explicou Adriano.

A entrega dos pães também é uma forma de manter o vínculo do projeto com as crianças atendidas, especialmente em relação à segurança alimentar. “Nós atendemos as crianças da região do Atuba. Nossa estratégia é o resgate delas das ruas e a oferta das oportunidades, das atividades complementares. Conforme veio a pandemia, e nós cientes de que muitas crianças se alimentam aqui no projeto, veio esse questionamento: como ficariam essas famílias? Então, tivemos a ideia do pão solidário para que todas as famílias pudessem ter essa garantia. Além disso ,estamos acompanhando a situação dessas famílias, pois através do pão solidário, acabam vindo doações de cestas básicas, além de doações de verduras que fazemos às terças-feiras”, detalha Andreia.

Contribuições

Para executar a produção de 180 pães e de cerca de 2 mil cuecas-viradas às segundas e quintas-feiras, o Nova Terra conta com a contribuição de voluntários, que muitas vezes não é o suficiente. “Temos muita dificuldade. Se a gente não consegue os insumos, não tem produção. E precisamos muito de ajuda. Nós tentamos fazer, ajudar, mas é muito complicado”, conta Adriano. Entre os insumos mais necessários estão o gás, a farinha de trigo e o fermento. “Usamos cerca de oito botijões de gás por mês. Fermento também. Cada pacotinho de 125g é cerca de R$ 7,90. E nós usamos doze por produção. Atualmente, temos uma parceria bem bacana com a Moinho Anaconda. Todo mês eles dão 200 quilos de trigo para nós. No entanto, usamos 680 quilos mensalmente”, afirma. “Todo dia vemos instituições postando na internet que estão fechando as portas, que não estão conseguindo trabalhar. E nós estamos aqui, tentando de toda a maneira. Temos a mão de obra, temos o trabalho e a força de vontade. Mas a gente precisa dos insumos: trigo, açúcar, fermento, leite, entre outros”, completa.

Para aqueles que desejam contribuir com o Nova Terra, é possível entrar em contato com a equipe da entidade através dos telefones 3037-7970 e 41 98455-6490 (WhatsApp).

História

O Projeto Nova Terra nasceu há dez anos, a partir da iniciativa do casal Adriano e Andreia. “O projeto surgiu em 2010. Eu e minha esposa fomos convidados a participar de uma reunião em que só havia crianças em situação de necessidade. E vimos que a necessidade dessas crianças não era só o alimento. Então, nós começamos a trabalhar na garagem de casa mesmo. Ficamos lá por seis anos, chegamos a atender 60 crianças na época e foi onde a gente deu um passo de fé e locamos esse espaço, que estamos há quatro anos”, conta Adriano, em referência à sede da instituição, localizada na Rua Enemézio do Rosário Júnior, 350, no Atuba. Nos últimos anos, o projeto possibilitou o acesso das crianças da região a diversas ações. “Temos dança, teatro, violão, temos um coral de natal voltado à comunidade. No ano passado chegou a passar 7 mil pessoas no evento. Temos um curso chamado ‘Formando Príncipes e Princesas’, que é um curso de quatro meses, em que toda semana tem uma aula diferente: etiqueta à mesa, customização, higiene pessoal ,comportamento. São várias oficinas dentro deste espaço”, destacou o voluntário, que aguarda uma solução em relação à pandemia para o retorno das atividades. 

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