Por prevenção, UPA Maracanã recebe container refrigerado. Entenda. - Jornal de Colombo

Por prevenção, UPA Maracanã recebe container refrigerado. Entenda.

Por prevenção, UPA Maracanã recebe container refrigerado. Entenda.

Durante a última quinta-feira, 9, um container refrigerado foi colocado no estacionamento da Unidade de pronto Atendimento do Alto Maracanã. Rapidamente, a notícia se espalhou e assustou moradores, pois o item seria utilizado para armazenar corpos de vítimas do novo coronavírus. Para tentar entender a razão para a colocação desse container, a reportagem do Jornal

Durante a última quinta-feira, 9, um container refrigerado foi colocado no estacionamento da Unidade de pronto Atendimento do Alto Maracanã. Rapidamente, a notícia se espalhou e assustou moradores, pois o item seria utilizado para armazenar corpos de vítimas do novo coronavírus. Para tentar entender a razão para a colocação desse container, a reportagem do Jornal de Colombo entrou em contato com o médico Wagner Sabino, coordenador clínico da unidade. De fato, o container tem a finalidade descrita anteriormente. Mas é uma medida preventiva. Não há motivos para alarde, pelo menos até o momento.

“Esse container de refrigeração é uma situação em que o Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde, vem implementando, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, para conservar os corpos de possíveis vítimas do coronavírus longe de onde normalmente esses pacientes que entram em óbito ficariam. É uma medida de contenção para evitar a disseminação dos vírus aos demais profissionais de saúde a aos demais pacientes que possam estar na unidade”, explicou. 

Sabino reforçou que a colocação do container na cidade não é uma ação emergencial. “É uma medida preventiva que o Governo Federal já tinha em seu planejamento em todo o país. Em alguns estados já têm esse refrigerador, vários municípios do Paraná já tem e outros serão implementados”, detalha o médico. 

Atendimento

Até o momento, Colombo possui sete casos confirmados da doença. Nenhum deles está na UPA do Maracanã. Dois se encontram em UTIs de hospitais em Curitiba e os demais estão em isolamento domiciliar. Felizmente, não houve nenhuma morte relacionada a casos em Colombo. 

Dos casos confirmados, apenas um havia passado pela unidade. “O paciente havia passado no dia 14 de março pelo pronto socorro por um caso de resfriado. Dois dias depois, como era um paciente que possuía plano de saúde, realizou mais exames e foi identificada a doença”, afirmou Sabino, que destacou o trabalho de identificação dos casos. “A gente está tendo um cuidado muito grande em relação a isso. É preciso mapear todos os casos em suspeita, para ver os médicos ou enfermeiros que estavam no atendimento naquele momento, para podermos vigiar se não apresenta nenhum sintoma”. 

A rotina de atendimento da unidade também foi alterada, com a separação de casos respiratórios de pacientes com outras enfermidades e a prioridade no atendimento de sintomáticos respiratórios. “Nós separamos as áreas em que a gente tem atendimento de outras queixas que não sejam respiratórias. As queixas respiratórias são atendidas do lado de fora, em uma tenda montada seguindo os requisitos do Ministério da Saúde. É feita uma triagem dos pacientes suspeitos, sejam eles de quadros leves, moderados e graves. Nos casos moderados e graves, já acionamos o SAMU para levar o paciente a um hospital de referência ou para a central para que o paciente fique o mínimo possível na unidade”, explicou. 

O médico ainda sugeriu que aqueles que precisem de atendimento médico devem procurar inicialmente as Unidades Básicas de Saúde do município. “A maioria da população entendeu o recado do Ministério da Saúde e dos profissionais. Ainda há poucos que vem em estados muito simples ou crônicos. Os postos de saúde em Colombo estão de portas abertas de segunda a sexta para atender qualquer caso nas partes das manhãs e algumas unidades estão com atendimento estendido até às 19 horas, para diminuir o fluxo do atendimento do pronto socorro”, relatou.

Outra preocupação neste momento da pandemia tem sido em relação aos Equipamentos de Proteção Individual, os EPI’s, em escassez em muitos lugares do país. De acordo com Sabino, esta ainda não é uma situação alarmante em Colombo. “Graças a Deus nós estamos tendo o material necessário para poder se proteger. Temos frisado muito ao secretário Antoninho Barth para não deixar faltar o material. O pico máximo que a gente espera dessa doença é para o final de abril e eles estão cumprindo as medidas necessárias para evitar a disseminação”, afirmou.

Por fim, o profissional destaca que, apesar dos poucos casos registrados na cidade, é necessário seguir as recomendações das autoridades. “Todos os estados e municípios estão em ascendência dos casos, tanto em relação aos novos casos quantos de situações graves. Esperamos ainda que Colombo tenha muitos mais casos do que os notificados até então”, alerta.

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