Exclusivo: entrevista com o prefeito Helder Lazarotto - Jornal de Colombo

Exclusivo: entrevista com o prefeito Helder Lazarotto

Exclusivo: entrevista com o prefeito Helder Lazarotto

Na manhã desta terça-feira, 5 de janeiro, o prefeito Helder Lazarotto recebeu a reportagem do Jornal de Colombo em seu gabinete, na Prefeitura Municipal, na Sede. O prefeito falou sobre seus primeiros momentos à frente da oitava maior cidade do Estado do Paraná e dos próximos passos diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19.

Na manhã desta terça-feira, 5 de janeiro, o prefeito Helder Lazarotto recebeu a reportagem do Jornal de Colombo em seu gabinete, na Prefeitura Municipal, na Sede. O prefeito falou sobre seus primeiros momentos à frente da oitava maior cidade do Estado do Paraná e dos próximos passos diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19. Também presente na ocasião, o vice-prefeito Alcione Giaretton informou sobre como deve ser o ano letivo de 2021 no ensino municipal e deu detalhes sobre a absorção da Semec (Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Juventude). Confira a seguir a conversa exclusiva com o prefeito:

Para conferir a entrevista com o vice-prefeito Alcione, CLIQUE AQUI

Jornal de Colombo – Enfim, começou o seu mandato como prefeito de Colombo. Neste primeiro dia útil de trabalho no cargo, quais foram as suas primeiras ações, como foi a agenda do prefeito nesta segunda-feira, 4 de janeiro?

Helder Lazarotto – Foi um dia bastante corrido. Estamos nos adaptando, conhecendo a equipe, conversando com os servidores de carreira. Também fomos visitar as regionais do Osasco e do Maracanã, para ter um contato com os servidores, falar um pouquinho com eles, ver o que eles pensam, colocar o nosso pensamento também, enquanto ideia de gestão. Ainda há muitas coisas para serem resolvidas, para que não haja interrupção de prestação de serviços. Estamos trabalhando muito, mas dentro de uma normalidade, de um processo de transição na prática mesmo.

JC – Por falar em transição, como foi o processo transitório junto à antiga gestão? 

HL – Foi uma transição tranquila, bem respeitosa, tanto da parte da gestão anterior quanto da nossa parte. Nos receberam muito bem, prestaram todas as informações que foram solicitadas. E apesar do tempo curto, em função do adiamento das eleições, foi uma transição positiva dentro do que é possível ter para aquele momento. 

JC – E como está sendo a recepção dos servidores municipais a esta nova gestão do Executivo Municipal?

HL – A recepção está sendo muito boa. Os servidores estão com esperança renovada, querendo que a gente esteja em contato permanente, presente, conversando. Isso por si só já traz uma motivação diferenciada e ontem ouvimos bastante isso dos servidores da Prefeitura.

JC – A exemplo do governador Ratinho Júnior, uma das suas bandeiras é o enxugamento de gastos públicos. Logo de cara a gente já pôde perceber a extinção da secretaria de Governo, a absorção da Semec e a economia de um salário de secretário com a atuação do Alcione na Educação. Que outras ações nesse sentido a sua gestão pretende fazer nestes primeiros meses? 

HL – Ainda durante o mês de janeiro nós vamos iniciar um processo de licitação para a contratação de uma universidade, de uma fundação ou outra instituição que tenha notório saber na questão administrativa, para fazermos um estudo da reforma administrativa da Prefeitura. A estrutura administrativa da Prefeitura é bastante antiga e foi sendo remendada ao longo do tempo. Precisamos, a exemplo do que o Governo do Estado fez, criar uma estrutura mais enxuta, mais moderna, para que os fluxos de trabalho sejam mais rápidos e a dinâmica de trabalho seja melhor. Para isso, é preciso fazer um estudo profissional, não adianta ir no achismo. Precisamos fazer esse estudo, vamos fazer e nossa intenção é que ainda no primeiro semestre a gente consiga mandar esse projeto de lei para a Câmara já com as alterações. Mas já estamos tomando medidas práticas em relação a isso. Estamos ocupando, inicialmente, cerca de 50% dos cargos em comissão, para também sentir a necessidade de cada função e perceber a questão financeira para esse ano no município, porque os reflexos da pandemia na questão da economia vão acabar acontecendo em 2021. Nós precisamos ter a segurança financeira necessária para aos poucos ir preenchendo os cargos extremamente necessários. Vamos trabalhar com uma equipe reduzida, enxuta e com um viés basicamente técnico. 

JC –  A gente percebe uma ansiedade muito grande nos colombenses, especialmente em relação ao hospital, mas sabemos que as realizações não vão acontecer do dia pra noite. Como você lida com essa cobrança da população, mesmo tendo menos de uma semana no cargo de prefeito? 

HL – Eu acho que é natural, até pela ansiedade da população e pela necessidade, principalmente na questão da Saúde. O projeto do hospital a gente vem trabalhando desde muito antes de estarmos aqui e continuamos trabalhando nele. A expectativa é que a gente consiga neste primeiro semestre até o meio do ano fazer o processo de licitação para iniciar a obra. Temos outras situações na Saúde, como a Santa Casa de Colombo, que em breve vamos falar sobre isso, que recentemente foi arrematada por um grupo ligado à Faculdade Mackenzie e também vai ter novidades sobre isso na sequência e isso vai abaixando um pouco a ansiedade da população e também a nossa ansiedade, pois nós também queremos dar respostas o mais breve possível para a nossa população mas sabemos que temos os trâmites do serviço público, os prazos e as questões legais que têm que ser obedecidas.

JC –  Neste momento, o debate público se concentra na questão da imunização contra a Covid-19. E essa é uma questão que depende muito mais de outras esferas do que do município em si. Mas de que forma Colombo pretende trabalhar para garantir a imunização de seus cidadãos? 

HL – Já existe um plano nacional de imunização, que é o que o Governo Federal faz, vale para o Brasil inteiro. O Governo do Estado vai seguir o plano nacional e Colombo não vai ser diferente. Mas na sequência, vamos buscar também um protocolo de intenções. Estamos estudando isso juntamente com a Secretaria de Saúde, para talvez junto ao Instituto Butantan, de São Paulo, para pelo menos ter assinado o protocolo de intenção de compra da vacina da Covid. E a nossa ideia é economizar bastante recursos neste começo para termos um respaldo para, de repente, reforçar o plano nacional de imunização nas quantidades necessárias, para que a gente possa evoluir mais rapidamente quando esse processo se iniciar.

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