Entrevista: Plinio Schmidt, pré-candidato à Prefeitura de Colombo - Jornal de Colombo

Entrevista: Plinio Schmidt, pré-candidato à Prefeitura de Colombo

Entrevista: Plinio Schmidt, pré-candidato à Prefeitura de Colombo

Esta entrevista faz parte da série de conversas com os pré-candidatos a prefeito de Colombo. Para ver as demais, CLIQUE AQUI. Nome Completo: Plinio Schmidt Toniolo Idade: 60 anos Partido: Cidadania Profissão: Empresário Vice: Paulo Coradin Histórico na política: Não ocupou cargo eletivo. Uma das principais funções do poder público municipal é investir em infraestrutura. De

Esta entrevista faz parte da série de conversas com os pré-candidatos a prefeito de Colombo. Para ver as demais, CLIQUE AQUI.

Nome Completo: Plinio Schmidt Toniolo
Idade: 60 anos
Partido: Cidadania
Profissão: Empresário
Vice: Paulo Coradin
Histórico na política: Não ocupou cargo eletivo.

Uma das principais funções do poder público municipal é investir em infraestrutura. De que forma você vê que Colombo deve trabalhar neste segmento pelos próximos quatro anos?

Nós queremos buscar técnicos em cada área e, para isso, vamos nomear dentro das secretarias pessoas que sejam altamente técnicas, sem pensar em pedidos, ajustes. O que a gente precisa? Trazer pessoas para fazer esse estudo para nós em relação a transporte coletivo e infraestrutura e também em outras áreas. Seria muito prematuro eu te dizer hoje soluções, mas com certeza absoluta, não adianta fazer asfalto de maneira desordenada como está sendo feito hoje. Você pega ruas que estão sendo asfaltadas sem planejamento. Nós estivemos visitando algumas ruas que nem os postes da Copel foram retirados. Esses postes estão literalmente dentro da rua e o asfalto já está acabado. Então daqui uns dias vai ser feita a remoção desse postes e já vamos ter ruas que nem foram utilizadas sendo remendadas. É esse tipo de coisa que não vamos deixar acontecer. Nós vamos trabalhar com muito planejamento com as pessoas que vamos trazer para a administração. 

A Educação vai precisar de especial atenção, principalmente pela dificuldade imposta este ano pela pandemia. Quais são as suas ideias para esta área?

Na educação também já estamos trabalhando ideias com pessoas que estão elaborando nosso plano de governo. A pandemia é uma situação atípica, nunca vivida. Eu estou com 60 anos e nunca vi uma coisa parecida. Nós vamos ter que realmente ver como contornar essa situação na educação. Mas nós vemos também que há muita deficiência com relação àquelas unidades para manter as crianças durante o horário que as mães e os pais estão trabalhando. Nós precisamos trazer uma melhor consistência integrando as creches, os CMEIS, para que os pais possam trabalhar com tranquilidade e tendo certeza que os filhos não vão estar na rua, vão estar fazendo uma atividade, seja esportiva, ou qualquer coisa ocupacional. Criança não pode ficar na rua. Educação é a base.

A Saúde é uma das áreas de maior prioridade em um município, e com essa questão da pandemia se torna ainda mais essencial o investimento. Que planos você tem para a Saúde de Colombo?

Recentemente tivemos o leilão da Santa Casa. Conversei com o leiloeiro e também levei diversos médicos que estariam interessados na abertura da Santa Casa de Colombo. A maneira com que este leilão está sendo feito, com as condições que estão sendo colocadas e o valor pedido, está se tornando praticamente impossível qualquer acerto para abrir a Santa Casa. Na minha opinião, a Santa Casa é uma situação que o município já tinha que ter esquecido lá atrás, porque existe uma disputa judicial em função da massa falida. Deveriam deixar que a massa falida vendesse aquele terreno não mais como hospital, usasse aquilo para quitar as dívidas. A Prefeitura tem, inclusive ao lado da Santa Casa, área que pode estar cedendo para a construção de um hospital. Eu ainda acho que um hospital no Centro de Colombo não estaria atendendo a população de Colombo como um todo. Ele estaria em um cantinho de Colombo. Teríamos que deslocar um hospital para um centro onde está concentrada a população de Colombo. Nesse sentido, estamos trabalhando para trazermos um hospital. O custo da reforma da Santa Casa para funcionar hoje é muito mais caro, e o que já foi gasto, já poderíamos ter um hospital em Colombo. Hoje nós temos que fazer um planejamento do local exato que esse hospital tem que ser construído. Estamos em contato com um gestor da Unimed Paranaguá, que está nos fazendo um planejamento para um hospital em Colombo. E independente de conseguirmos recursos do Governo do Estado ou verba do próprio município, nós vamos trazer um hospital para Colombo, inclusive já fazendo parcerias direto com a iniciativa privada, com médicos que estão dispostos a fazer isso. Porque Colombo, com a população que tem hoje, é inexplicável que tenha que estar utilizando hospitais em Campo Largo e Curitiba.

O Brasil como um todo vive uma crise econômica há algum tempo, afetando especialmente a empregabilidade. De que forma o município de Colombo pode trabalhar para contribuir com a geração de emprego e renda para a população local?

Eu vejo Colombo hoje com quase 14 mil empresas dentro do município, e dessas 14 mil, nós não temos 4 mil empresas ativas. Colombo perdeu grandes oportunidades de trazer grandes indústrias por falta de planejamento. Nós temos que fazer um planejamento para que torne o município atrativo, como Araucária fez, Campo Largo fez, para trazermos grandes empresas. Temos que sair dessa condição de município-dormitório. Nós temos que ter base dentro do município. Se nós não gerarmos riqueza, consequentemente não poderemos fazer nada por Colombo. Hoje, a intenção é fortalecer um parque industrial, buscar indústrias para Colombo, para que cada vez mais essa população possa ter seu emprego dentro do município. Essa semana mesmo estive conversando com uma pessoa, que mora em Colombo e a empresa dele está em Almirante Tamandaré. Perguntei a ele o porquê disso e ele me respondeu que ele não conseguiu um alvará dentro de Colombo. Tivemos uma outra pessoa, que estava instalando um setor de hemodiálise na Rodovia da Uva que foi cedido o terreno para a montagem desse empreendimento. Oito meses se passaram, eles foram embora e não conseguiram um alvará. Isso é inconcebível em uma administração, em uma gestão. Nós temos que tratar o empresário, as pessoas que estão dispostas a investir em Colombo, de uma forma muito diferente do que elas estão sendo tratadas hoje. Precisamos muito trazer o empresariado para Colombo. 

A pandemia está trazendo muitas dificuldades à nossa sociedade. Quem vencer a eleição, irá enfrentar muitos desafios deixados por esse problema: óbitos, recursos escassos, economia debilitada. Qual a sua análise desse momento e como você acredita que essas questões podem ser superadas a partir de 2021?

Seria prematura uma análise de até onde vai ser a extensão dessa pandemia, até em função de não sabermos quando ela vai terminar, de quando estaremos tendo uma vacina para que isso seja controlado. Temos certeza de que a arrecadação deve ter caído. Mas também temos certeza que estamos preparados para ir lá e buscar algo para fazer essa recuperação. Eu sempre digo uma coisa: a gente não tem acesso ao controle exato do recebimento, mas temos como ter garantia de como se gasta esse recurso. Vamos ter que gastar com muito cuidado para que a gente consiga reaquecer a economia de Colombo. Então é o que eu já falei para você: trazer indústrias, e fortalecer os mercados que já existem em Colombo, que estão abandonados. Tentar uma legalização, a maior possível, dos comércios que hoje funcionam em clandestino, por culpa da própria Prefeitura que não dá apoio para que as pessoas legalizem seus negócios. Se você trouxer apoio ao empresário, de cara você já vai ter uma geração maior de imposto. A extensão e o buraco disso, não temos acesso aos reais números da Prefeitura. É uma coisa que vamos ter que conhecer bem e também planejar a retomada disso. 

O que você considera ser um diferencial em sua candidatura que pode fazer de Colombo um lugar melhor, caso você vença o pleito?

Nosso diferencial é simples de te falar: nós, tanto eu como o Paulo (Coradin), não somos políticos. Não fomos políticos. Nós somos empresários. Graças a Deus, o Paulo bem sucedido no ramo dele, da reciclagem, e eu bem sucedido no ramo que faço hoje da construção civil. Uma construção civil diferente que não faz obras para terceiros, só obras próprias. Nós vamos trazer essa experiência que nos ensinou a ser um bom gestor e vamos passar isso para a administração de Colombo. Porque hoje, como você pode pegar um político tentando resolver um problema, uma pessoa que nunca esteve do outro lado do balcão? Nós estamos dos dois lados. Na nossa empresa, trabalhando, fazendo ela crescer e vendo do outro lado a dificuldade que tem pra aprovar um projeto, conseguir um alvará, montar qualquer tipo de negócio, ou qualquer tipo de situação que dependa da Prefeitura. Essa experiência é que nós vamos levar para dentro de Colombo. E reafirmo: não somos políticos. Estamos indo para lá para dedicar um tempo nosso para compensar tudo o que Colombo nos deu de bom lá no começo, no passado. Vamos para vestir a camisa e trabalhar. Eu e o Paulo abriremos mão do nosso salário da Prefeitura. Nós não precisamos daquilo para ganhar dinheiro. Precisamos da Prefeitura para gerar riqueza para um povo que está tão sofrido e tão abandonado. 

Ao final de um possível mandato, que manchete você gostaria de ver na capa do Jornal de Colombo?

Eu gostaria de ver uma única coisa: “Esta é a nova Colombo”. A nova Colombo em que as pessoas não vão ter mais vergonha de dizer que moram em Colombo, porque hoje elas têm.

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