Colombo é 278º em ranking de cidades sustentáveis - Jornal de Colombo

Colombo é 278º em ranking de cidades sustentáveis

Colombo é 278º em ranking de cidades sustentáveis

Na última semana, o Programa Cidades Sustentáveis divulgou o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), que avaliou 770 municípios brasileiros em relação ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ranking, Colombo aparece em 278º, com uma nota de 57,08 (de uma pontuação máxima de 100

Na última semana, o Programa Cidades Sustentáveis divulgou o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), que avaliou 770 municípios brasileiros em relação ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Neste ranking, Colombo aparece em 278º, com uma nota de 57,08 (de uma pontuação máxima de 100 pontos). Entre as cidades paranaenses, Colombo aparece na 55ª posição.

O estudo avaliou 17 itens diferentes. Segundo o relatório, Colombo já atingiu com excelência o item ‘Produção e Consumo Sustentáveis’ (que recebeu pontuação máxima) e a questão de ‘Energias Renováveis e Acessíveis’.

Alguns itens foram bem avaliados, mas ainda apresentam pontos a serem melhorados pelo município: a erradicação da pobreza e ações contra a mudança global do clima.

A maior parte da avaliação colombense considera que a cidade ainda tem desafios significativos a cumprir, como a erradicação da fome; a ampliação da rede de água e saneamento básico; o desenvolvimento do trabalho e o crescimento econômico; o desenvolvimento da indústria, a inovação e a infraestrutura; o desenvolvimento de comunidades sustentáveis; a proteção da vida aquática e a implementação de parcerias que possam fazer com que o município atinja os objetivos propostos.

Há ainda os itens que tiveram baixa avaliação, o que indica que Colombo necessita de uma mudança brusca para uma direção de progresso: saúde; educação; políticas de igualdade de gênero; redução das desigualdades; proteção da vida terrestres; e por fim, a promoção da paz, da justiça e de instituições que sejam eficazes em seus serviços.

Vale salientar, no entanto, que alguns índices analisados podem apresentar ligeira defasagem em relação à realidade, pois o estudo leva em conta dados oficiais ou de órgãos confiáveis. Sendo assim, muitos pontos avaliados tiveram como base o último Censo realizado, no ano de 2010, por exemplo.

O relatório de Colombo pode ser conferido a seguir:

Outros municípios

A maior parte dos municípios que aparecem nas primeiras posições são do estado de São Paulo. A líder é a pequena Morungaba, de apenas 14 mil habitantes, que recebeu nota 73,40. A primeira cidade de outro estado a aparecer posicionada é Rancho Queimado, do interior de Santa Catarina, na 24ª colocação.

A capital brasileira melhor posicionada é a capital paranaense, Curitiba, que recebeu nota 66,03. Chama a atenção, porém, que apesar de todo o desenvolvimento curitibano, itens essenciais, como a erradicação da pobreza, a saúde e a educação, estão entre os itens piores avaliados.

Nas cidades que circundam Curitiba, o município melhor colocado no ranking foi Pinhais, com nota 63,20. Entre os municípios paranaenses, a vizinha Pinhais fica na quarta colocação, atrás apenas da capital, de Sertanópolis e de Maringá.

Sobre o índice

O IDSC-BR é uma ferramenta que pretende gerar um movimento de transformação nas cidades brasileiras. A intenção é orientar a ação política municipal, definir referências e metas com base em indicadores de gestão e facilitar o monitoramento dos ODS em nível local. Há um índice para cada objetivo e outro para o conjunto dos 17 ODS. Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030, estabelecida pela ONU.

Entre as conclusões geradas pelo estudo, está a de que os municípios devem acelerar os processos para atingirem resultado satisfatório no cumprimento dos objetivos. O índice não considerou os efeitos gerados pela pandemia. Ou seja, se as cidades já apresentavam inúmeros desafios a serem superados anteriormente, agora, a situação tende a ser mais agravada.

A avaliação também destaca, negativamente, a grande desigualdade existente no país e o avanço do desmatamento que, de acordo com o programa, persiste em níveis muito elevados e é responsável por muitos impactos negativos em termos sociais, econômicos e ambientais. 

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