Qual será a sua parte na COP26? – Jornal de Colombo

Qual será a sua parte na COP26?

Você deve ter lido ou ouvido falar da COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que ocorre desde a última semana na cidade de Glasgow, na Escócia, e se estenderá até o próximo dia 12 de novembro.  A Conferência reúne mais de 190 líderes mundiais e dezenas de milhares de representantes governamentais,

Você deve ter lido ou ouvido falar da COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que ocorre desde a última semana na cidade de Glasgow, na Escócia, e se estenderá até o próximo dia 12 de novembro. 

A Conferência reúne mais de 190 líderes mundiais e dezenas de milhares de representantes governamentais, empresas e cidadãos buscando debater medidas necessárias para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em todo o mundo, além de mobilizar recursos para este e outros enfrentamentos, e o Brasil é considerado um dos principais atores deste encontro, principalmente devido sua grande extensão territorial e, claro, a grande parte deste território que ainda é coberto por matas nativas. 

Infelizmente chegamos nesta reunião com um sentimento de culpa, causado principalmente pelas recentes queimadas ocorridas em nosso país, noticiadas em todo o mundo, e por algumas medidas consideradas antiambientais tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro como, por exemplo, redução do número de operações de combate ao desmatamento ilegal e redução de recursos destinados a trabalhos de preservação como os do Ibama e ICMBio. Chegamos na COP26 como um dos cinco países que mais agravaram o aquecimento global, apesar da pandemia. O sentimento de culpa é tanto que o presidente decidiu não participar do encontro, enviando assim um representante. 

Detalhes a parte, este fato não foi impeditivo para assinarmos um importante acordo. O Brasil, com outros 103 países, se comprometeu em reduzir as emissões em cerca de 30% até 2030. Vale destacar aqui que o gás metano, considerado o principal gás causador do efeito estufa, tem como uma das principais fontes a pecuária e o Brasil é um dos principais produtores e exportadores de carnes do mundo. Ou seja, este será um enorme desafio para nós. 

Não está claro, porém, como alcançaremos estes números, mas é perceptível durante as reuniões que ocorreram até o momento, que países e empresas estão dispostos a interferir economicamente nos países que não demonstrarem esforços para isso. Em resumo, quem não se mexer vai sentir no bolso e isso, muito em breve, terá impacto no nosso dia a dia. O custo do crédito fica mais alto, empresas deixam de investir no país, países deixam de consumir nossos produtos, ou seja, não é algo que podemos deixar de considerar. 

O problema, mais uma vez, é que para alcançarmos esta meta, precisamos começar agora e esta mudança também depende de cada um de nós. Como você irá fazer a sua parte? Pense nisso!

Gilson Santos é Jornalista com especialização em Ciências Políticas e atual presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, do Governo do Estado do Paraná. Contato: gilsonjsantos@comec.pr.gov.br

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