Planejar para todos – Jornal de Colombo

Planejar para todos

As grandes cidades quase sempre exercem influência sobre as cidades vizinhas e por isso utilizamos o termo Metrópole. Curitiba, por exemplo, é uma grande metrópole que exerce influência sobre Colombo e demais municípios que compõem o que chamamos de Região Metropolitana de Curitiba – RMC. Essa influência se dá de forma econômica, política e sociocultural,

Foto: José Fernando Ogura/ANPr

As grandes cidades quase sempre exercem influência sobre as cidades vizinhas e por isso utilizamos o termo Metrópole. Curitiba, por exemplo, é uma grande metrópole que exerce influência sobre Colombo e demais municípios que compõem o que chamamos de Região Metropolitana de Curitiba – RMC.

Essa influência se dá de forma econômica, política e sociocultural, mas é também bastante perigosa. Isso porque em muitos casos as Metrópoles são desenvolvidas, geram riquezas, oferecem qualidade de vida para seus moradores, porém, quando olhamos para a periferia vemos desigualdade, pobreza, baixo desenvolvimento, entre muitos outros problemas. É exatamente por este motivo que precisamos ter um olhar metropolitano. Pensando e planejando a região como um todo. 

Esse olhar é fundamental inclusive para a própria existência da metrópole, pois ela também é dependente das demais cidades. Curitiba, por exemplo, possui pouca captação de água. Grande parte da água que abastece a capital vem de Piraquara. O lixo gerado por Curitiba quase todo vai para Fazenda Rio Grande e é indiscutível falar da mão de obra.

Precisamos portanto planejar de forma integrada e o instrumento que permite essa avaliação existe. É o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado – PDUI. 

Desde 2015, o PDUI passou a ser uma obrigatoriedade estabelecida por Lei Federal (nº 13.089/2015), porém, muitas Regiões Metropolitanas ainda não realizaram este importante estudo, entre elas a RMC.

Aqui, o PDUI está sendo contratado pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, que deverá iniciar o projeto em 2021, levando dois anos para sua conclusão. 

O PDUI vai responder perguntas como: para onde as cidades podem ou devem crescer? Quais áreas urbanas deverão ser preservadas e quais são consideradas áreas de risco, com risco de enchentes, desabamentos? Quais obras são consideradas prioritárias para a administração pública e portanto devem ser priorizadas? Quais ruas deverão ser atendidas pelo sistema de transporte público e qual será o modelo utilizado – metro? ônibus? táxis? Que tipo de construções são permitidas em determinadas áreas – residências, prédios, indústrias? E talvez o mais importante: Quem são os responsáveis pela tomada de decisão? Isso porque o PDUI deverá estabelecer um modelo de Governança Interfederativa. Ou seja, um modelo de governança que garanta a participação do setor público, privado e, principalmente, da sociedade civil.

Será um grande desafio. Mas quando concluído será uma enorme conquista para todos.

Gilson Santos
Jornalista com especialização em Ciência Políticas e atual presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, do Governo do Estado do Paraná. Contato: gilsonjsantos@comec.pr.gov.br

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