Pesquisadores alertam para efeitos de presença do novo coronavírus no esgoto - Jornal de Colombo

Pesquisadores alertam para efeitos de presença do novo coronavírus no esgoto

Pesquisadores alertam para efeitos de presença do novo coronavírus no esgoto

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) alertaram em nota técnica publicada na última semana dos riscos da presença do novo coronavírus nas fezes humanas, e consequentemente nos esgotos. Levando em consideração os resultados de trabalhos recém-publicados na revista Lancet Gastroenterol Hepatol (vol. 5, abril/2020, que indicou a existência do RNA viral do Sars-CoV-2

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) alertaram em nota técnica publicada na última semana dos riscos da presença do novo coronavírus nas fezes humanas, e consequentemente nos esgotos. Levando em consideração os resultados de trabalhos recém-publicados na revista Lancet Gastroenterol Hepatol (vol. 5, abril/2020, que indicou a existência do RNA viral do Sars-CoV-2 no sistema gastrointestinal de pacientes, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) ETEs Sustentáveis, que se dedica a pesquisas e ações relacionadas ao tratamento de esgoto e é sediado na UFMG, defende que uma das estratégias para detecção da presença de doença ou infecção viral na população (mesmo entre portadores assintomáticos) é o monitoramento do esgoto. 

Além disso, tendo em vista o precário saneamento básico no país, em que 46% do esgoto não é tratado, há a possibilidade de que uma enorme carga viral esteja sendo despejadas nos rios. “Como consequência, poderá aumentar a disseminação do Sars-CoV-2 no ambiente e a infecção da parcela mais vulnerável da população, que não tem acesso a infraestrutura adequada de saneamento básico”, afirma nota técnica, assinada pelo professor Carlos Chernicharo, coordenador do INCT, e pelos professores César Mota e Juliana Araújo.

Chernicharo ressalta, ainda, o cuidado que trabalhadores e pesquisadores do setor devem ter. “Os profissionais que atuam na área de esgotamento sanitário, como os que operam as redes coletoras e estações de tratamento, e os pesquisadores que manuseiam amostras de esgoto não podem abrir mão de medidas como a utilização de equipamentos de proteção individual, a fim de evitar a ingestão inadvertida de esgoto, ainda que por meio da ingestão de aerossóis (partículas finíssimas, sólidas ou líquidas, suspensas no ar), para evitar a contaminação”, afirma.

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