Jair Bolsonaro mantém tom em relação ao coronavírus - Jornal de Colombo

Jair Bolsonaro mantém tom em relação ao coronavírus

Jair Bolsonaro mantém tom em relação ao coronavírus

Em uma videoconferência realizada neste domingo, 12, diante de representantes católicos e evangélicos em celebração a Páscoa, o presidente Jair Bolsonaro manteve o tom quase negacionista em relação a crise do coronavírus. Segundo Bolsonaro, o país precisa ser informado sobre o que “realmente acontece”, sem pânico e de que as pessoas precisam de liberdade, sem

Em uma videoconferência realizada neste domingo, 12, diante de representantes católicos e evangélicos em celebração a Páscoa, o presidente Jair Bolsonaro manteve o tom quase negacionista em relação a crise do coronavírus. Segundo Bolsonaro, o país precisa ser informado sobre o que “realmente acontece”, sem pânico e de que as pessoas precisam de liberdade, sem citar diretamente o isolamento social, medida da qual é declaradamente contrário, apesar das orientações do Ministério da Saude. “Precisamos cada vez mais de liberdade. O país precisa ser informado do que realmente está acontecendo. E não através do pânico, mas através de mensagens de paz, de conforto, (para) cada um se preparar para a realidade”. A gravação da videoconferência foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do Planalto e do próprio presidente.

Um dos principais motivos para o fim do isolamento, de acordo com Bolsonaro, são os prejuízos econômicos causados pela paralisação quase completa do comércio e de serviços. Contrariando a própria equipe ministerial, o presidente defende o chamado isolamento vertical, em que apenas as pessoas pertencentes aos grupos de risco ficariam isoladas em cada, enquanto os demais poderiam sair normalmente de casa. Em outras ocasiões, o presidente defendeu, inclusive, o retorno das aulas, sem considerar que crianças e adolescentes podem ser vetores da doença.

Na mesma videoconferência, o presidente exaltou a religiosidade do país, afirmando que o Brasil é o “país mais cristão do mundo”. Segundo o IBGE, aproximadamente 180 milhões de pessoas seguem a doutrina cristã nas mais diversas denominações no país. “Vivemos um momento difícil. Sabemos quem pode nos curar. Deus sempre acima de tudo. Nós aqui na Terra temos que fazer a nossa parte”, completou o presidente.

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