Economia deve ter queda de 4% em 2020 - Jornal de Colombo

Economia deve ter queda de 4% em 2020

Economia deve ter queda de 4% em 2020

A economia brasileira deve ter uma queda de pouco mais de 4% em 2020. O número é compartilhado tanto pela projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria), quanto pelo mercado financeiro. Dentro da previsão da CNI, há ainda um cenário mais pessimista, com um recuo de até 7%, e uma análise mais otimista, contando com

A economia brasileira deve ter uma queda de pouco mais de 4% em 2020. O número é compartilhado tanto pela projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria), quanto pelo mercado financeiro. Dentro da previsão da CNI, há ainda um cenário mais pessimista, com um recuo de até 7%, e uma análise mais otimista, contando com uma retração de aproximadamente 1,8% do PIB industrial, mas acredita-se que a queda seja de 4,12%. Antes da crise do coronavírus, a expectativa era de um crescimento de 2,5% neste ano. Agora, de acordo com a CNI, o grau de sucesso das medidas econômicas para reduzir os impactos da crise provocada pelo coronavírus e a extensão da quarentena serão determinantes. “A expectativa é de que as medidas econômicas para enfrentar a crise vão, neste cenário, possibilitar uma recuperação mais rápida, impedir a falência de um grande número de empresas e o aumento significativo do desemprego, além de reduzir os impactos sobre problemas logísticos, falta de insumos e sobre o emprego e, assim, possibilitar uma recuperação mais rápida”, disse o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, em nota oficial.

A simulação realizada pela CNI prevê também que não será possível evitar totalmente o fechamento de empresas, a queda do faturamento e dificuldade de acesso ao crédito, causando efeitos negativos diretos no PIB, além do comércio internacional ter sido afetado pela pandemia. A entidade avalia, ainda, que o Governo Federal precisa reduzir a dívida pública e se manter comprometido com o equilíbrio fiscal e com o controle da inflação, para aumentar a confiança no país e a atração de investimento.

Já a estimativa publicada no boletim Focus, publicação elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos, indica que o recuo da economia deve atingir os 4,11%. Curiosamente, a previsão para o crescimento do PIB em 2021 se manteve em 3,2% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%.

A publicação destaca também outro fatores, como a cotação do dólar e a inflação. A moeda americana deve fechar o ano em R$ 5, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,83, contra R$ 4,75 da semana passada. Em relação à inflação, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela nona vez seguida, ao passar de 1,97% para 1,76%. Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,30% para 3,25%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações e permanece em 3,50%. A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

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