Igrejas contribuem no combate ao coronavírus no Paraná - Jornal de Colombo

Igrejas contribuem no combate ao coronavírus no Paraná

Igrejas contribuem no combate ao coronavírus no Paraná

A situação atual da pandemia do novo coronavírus e a consequente necessidade de distanciamento social, fez com que muitas igrejas tivessem que fechar suas portas em um primeiro momento. Posteriormente, o Governo do Estado entendeu que o trabalho das instituições religiosas era de suma importância e as colocou entre os serviços essenciais. Além disso, as

A situação atual da pandemia do novo coronavírus e a consequente necessidade de distanciamento social, fez com que muitas igrejas tivessem que fechar suas portas em um primeiro momento. Posteriormente, o Governo do Estado entendeu que o trabalho das instituições religiosas era de suma importância e as colocou entre os serviços essenciais. Além disso, as igrejas se tornaram aliadas das entidades governamentais, oferecendo suporte em potenciais programas, como é o caso do auxílio mensal estadual de R$ 50, que será distribuído para famílias em vulnerabilidade social para a compra de alimentos. As igrejas serão uma ponte entre o governo e o cidadão, como explica o pastor Carlos Eduardo Lourenço Neres, presidente da Assembleia de Deus Colombo Missão Integral e presidente jurídico da CIEADEP (Convenção das Assembleia de Deus do Estado do Paraná). “O Governo do Estado lançou agora um programa de vouchers/cartões de distribuição a pessoas carentes, que estejam cadastradas no CadÚnico, algo que atinge um grande volume de pessoas das nossas igrejas e que precisam de uma complementação de renda. O governo estará distribuindo um milhão de cartões no valor de 50 reais. É um volume expressivo a ser distribuído em pelo menos três vezes, algo que representa cerca de 60 milhões por distribuição ao longo dos próximos dois ou três meses. O governador pediu o nosso auxílio, graças a nossa capilaridade e presença nas cidades do estado”, disse o pastor, que ressaltou que fazer parte desse processo também é uma forma de mostrar à população e aos entes públicos a essência do trabalho das igrejas. “É lógico que nesse processo de distribuição, de sermos canais de distribuição, nos coloca em uma posição estratégica, como aliados do governo aos olhos das autoridades municipais, da Polícia Militar, da Guarda Municipal, da Vigilância Sanitária, entre outros. Nossas Igrejas e templos passarão a serem vistos como um serviço essencial de fato e de direito e que está trabalhando ao lado da população”, destaca. As igrejas que irão participar desta ação tiveram que se cadastrar previamente em um sistema do governo paranaense.

O pastor Carlos Eduardo lembrou ainda que o momento não é de atrito com as autoridades e, sim, de união de todos os setores, e que cada pastor que lidera uma comunidade deve assumir posições com sabedoria. “Temos que ser responsáveis. Ainda estamos em um momento de cautela. Nesse momento, ainda não temos uniformidade no tratamento em todo o estado do Paraná. O governador Ratinho Júnior tem sido sensível à realidade das nossas igrejas. Porém, o governo tem trabalhado e feito gestão junto à associações dos municípios do Estado do Paraná e junto aos órgãos governamentais, pedindo que haja uma relativa compreensão em relação às igrejas. Mas o que temos é que cada município foi autorizado a criar algumas normas próprias. Temos, é claro, algumas situações em que estão havendo exageros. Mas cada pastor, em sua realidade, saberá tomar uma decisão”, afirmou. Na semana retrasada, o presidente da ADCMI esteve presente junto a outras autoridades religiosas em uma reunião com o governador do Paraná, Ratinho Junior, em uma conversa intermediada pela deputada estadual e cantora gospel Mara Lima. 

Auxílio

O auxílio mensal de R$ 50 fornecido pelo Governo do Estado do Paraná terá a duração de três meses. Até o momento, cerca de 1.1150 estabelecimentos comerciais já foram cadastrados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Os recursos utilizados neste projeto são provenientes do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza, que recebeu nos últimos dias um reforço com o corte de 30% dos salários do alto escalão do governo. O projeto foi colocado em prática para complementar o Auxílio Emergencial do Governo Federal, que oferece entre R$ 600 a R$ 1.200 para famílias em situação de dificuldade. “Essa metodologia ajuda o comércio local e nos dá agilidade. Estamos credenciando mercados, mercearias e supermercados para fazer parte do programa”, detalhou o governador Ratinho Junior. O programa limita a dois membros da mesma família o recebimento do vale e abre espaço para que a pessoa provedora de família monoparental (apenas um dos pais arca com as responsabilidades) possa requerer o recebimento de duas cotas do auxílio emergencial, independente do sexo, se cumprir os requisitos básicos do programa.

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